"Un savoir-faire" - um "know how" - uma tradição no manejo da videira e na adega.

Quer seja um vinho novo, um cru estruturado ou de guarda, o Beaujolais vive somente graças aos cuidados do vinhateiro. As estações determinam as suas atividades: O inverno é consagrado à poda e a primavera à remoção dos brotos inúteis. Em seguida é realizada a elevação dos galhos principais, o corte dos laterais e, dependendo dos anos, realiza-se a « poda verde » que começa em julho.

Logo após as vindimas, geralmente manuais, os vinhateiros praticam uma vinificação caraterística chamada "à la beaujolaise", na qual os cachos são colocados inteiros na cuba.

A particularidade dessa vinificação vem então de uma soma de fenômenos complexos durante a fermentação (maceração semi-carbônica, fermentação intracelular) e intervenções do vinhateiro (prensagem, remontagem, assemblagem). Essas etapas, assim como a duração da fermentação, constituem a assinatura de cada vinhateiro. Quando curta de 4 a 5 dias para os jovens) produz um vinho fresco, redondo e aromático. Mas cuidado! O trasfego é questão de horas. Se for feito cedo demais, o vinho será leve, sem cor. Já se for feito tarde demais, ele conservará taninos mais duros e adstringentes.

Os vinhos de guarda são também muito exigentes e fermentam de 8 a 12 dias. Após a fermentação se mantidos por alguns meses em barrica de carvalho, se tornarão vinhos mais complexos que conservarão a fruta do Gamay sem ceder aos sabores da madeira.